
Como proteger seu Fluido de Usinagem do apodrecimento?
Podemos afirmar que um dos grandes problemas enfrentados normalmente nas empresas que utilizam fluidos de usinagem é em relação ao apodrecimento do produto no tanque de seus equipamentos.
Primeira reclamação normalmente são dos operadores, que por inúmeras vezes se recusam a trabalhar em um equipamento que está com cheiro de podre. Nestes últimos anos, visitamos muitas usinagens. Logo podemos afirmar que é algo quase insuportável passar horas em frente de um CNC que exale um terrível odor.
Bom, mas isso é o que podemos dizer ser a ponta do iceberg, pois se o fluido já apresentou mau cheiro, não vai levar muito tempo para apresentar uma série de outros problemas. Os quais dão até mais dor de cabeça que o operador reclamando todos os dias.
Fazendo uma simples comparação de valores entre gatos com fluidos e gastos com investimentos em máquinas e sua preservação. Fica absurdamente longe o que as empresas investem em equipamentos se compararmos a fluidos. Bom, porque fazemos esta comparação neste texto sobre apodrecimento de fluidos?
Lógico, porque um fluido que apodreceu no tanque de seu CNC, perdeu a capacidade de proteção antiferruginosa. Logo, seu equipamento que por muitas das vezes custa até milhões de reais, ficará suscetível ao processo de oxidação. E aí sim começamos a enxergar a parte debaixo do iceberg.
Seguindo nesta linha de pensamento, damos um passo à frente em sua produção. Como seu equipamento já se encontra em processo de oxidação, podemos dizer o mesmo de seus produtos/peças. Principalmente nos casos de peças produzidas em ferro fundido e aço carbono. Neste exato momento, você pode estar pensando, mas logo após o processo de usinagem minhas peças são banhadas com óleo protetivo. Claro, na maioria dos casos resolve, porém se o processo de oxidação já se iniciou, apenas poderemos retardá-lo, principalmente se o óleo protetivo não for de boa qualidade.
Mas, o que podemos fazer para evitar o apodrecimento dos fluidos de usinagem e por consequência todos os seus problemas?
Vamos listar abaixo o que deve ser feito, segue:
Escolha do Fluido ideal:
Primeiro ter em mente que atualmente no mercado temos centenas de empresas oferecendo fluidos de usinagem, a grande maioria são empresas com boa qualidade, porém nem todas. Portanto o ideal será verificar quem são os clientes deste fornecedor e se possível pedir indicações.
Seguimos na escolha, normalmente os fluidos que costumam ter uma maior resistência a ataques microbianos (apodrecimento) são os fluidos sintéticos. Fluidos base mineral, não podemos afirmar que são fluidos de menor qualidade, mas no quesito de resistência a micro-organismos (bactérias e fungos) são inferiores aos citados anteriormente.
Meça periodicamente a concentração:
Medir periodicamente a concentração (índice de refração ou brix) e manter um histórico destas medições. Cada fluido tem uma recomendação d
e diluição e concentração, a qual o fornecedor através de seu técnico ou representante lhe passará essa informação. Detalhe importante optar por fornecedores que possuam este profissional faz muita diferença. Através da experiência e conhecimento deste profissional normalmente pode-se prever problemas e solucioná-los antes mesmo de lhe dar dores de cabeça.
Remoção do Tamp Oil:
Equipamentos como os CNC, costumam utilizar óleos de barramento.
Devido seu formato, todos os óleos de barramento utilizados, acabam parando no tanque de armazenamento do fluido de usinagem. E com o passar do tempo irão se acumular e dependendo do tipo de fluido utilizado até mesmo emulsionar com fluido de usinagem. Além dos óleos de barramentos podemos por nessa conta óleos protetivos que costumam vir nas peças a serem usinadas. Nem vamos mencionar óleos hidráulicos, pois em teoria não deveriam sair de seus sistemas, mas…
Sugerimos quando possível a utilização de um equipamento muito simples, chamado SKIMER. Pra quem não conhece é um pequeno motor que trabalha em uma baixa rotação, que possui uma correia que parte fica dentro do tanque do fluido e parte fora, onde contém um raspador. Este equipamento consegue retirar todo o tramp oil.
Uso de aditivos:
Em caso de longas paradas, podem ser utilizados alguns tipos específicos de aditivos, como por exemplo: alcalinizantes ou até biocidas. Nestes casos são uma forma de evitar o aparecimento de microrganismos ou mesmo se já se encontrarem em fase inicial de proliferação podemos controlá-los com estes aditivos. Salientamos que aditivos só devem ser utilizados com a ciência do técnico do seu fornecedor de fluidos e na quantidade recomendada para sua situação, pois como diz o ditado “a diferença entre o remédio e o veneno está na dose”.
Troca da solução:
Se por ventura acontecer do fluido de sua máquina apodrecer, deve-se atentar na limpeza e troca da solução. Muitas das vezes é um problema recorrente devido à falta de um cuidado básico, a ineficiência da descontaminação do tanque. Caso, o fluido sofra um ataque microbiano e chegue a um ponto onde é necessário a troca da solução, deve-se colocar um aditivo biocida a fim de eliminar estes microrganismos. Esgote toda a solução e faça a limpeza de todo o tanque retirando fisicamente as colônias dos micro-organismos que se alojaram. Temos que ter em mente que estes microrganismos têm uma facilidade de proliferação, por isso devemos retirá-los por completo da solução e do tanque.
Realmente esperamos que com estas informações possamos ter colaborado com uma melhor gestão dos fluidos de sua empresa e por consequência uma redução de gastos desnecessários.
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